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Intervenção de Afonso Lobão acerca da Liga dos Amigos do Hospital de Valongo, na Reunião da Câmara Municipal de Valongo.

 

 

INTERVENÇÃO

 

Senhor Presidente

Senhoras e Senhores Vereadores

 

Como é do domínio público, o Hospital Nª Senhora da Conceição de Valongo vai integrar o denominado Centro Hospitalar de S.João. Razões várias fundamentam tal decisão, sendo que tal reorganização se traduzirá, acreditamos nós, sempre no aumento de capacidade de resposta ao nível das especialidades e isso será sempre bom para os utentes.

 

Apesar da reestruturação e a bondade da mesma, importa que esta unidade hospitalar não perca a sua identidade, já que os cidadãos do nosso concelho têm uma forte ligação afectiva ao seu hospital que foi sendo reforçada ao longo do tempo e desde que a Santa Casa da Misericórdia em 1905 e um grupo de homens bons da terra se decidiu pela criação desta unidade hospitalar que tão relevantes serviços tem prestado à comunidade.

 

Ora, pensamos nós, que uma das formas de reforçar essa identidade será por exemplo dinamizar o papel da Liga dos Amigos do Hospital que outrora teve um papel de mérito

mas que vicissitudes várias têm levado ao seu apagamento.

 

Importa, por isso que se retome um caminho interrompido. E a Câmara pode e deve ser um parceiro importante nessa dinamização em conjunto com as instituições que integram a rede social.

Os problemas sociais tenderão a agravar-se e a colaboração desta e de todas as outras instituições serão cada vez mais necessárias.

A Liga dos Amigos do Hospital de Valongo poderá ser pois, um bom instrumento de recrutamento de jovens e menos jovens para o trabalho de voluntariado, contribuirá com as suas iniciativas para a melhoria dos cuidados de saúde, para o bem-estar dos doentes e a dignificação dos trabalhadores do hospital de Valongo.

 

Senhor Presidente

 

 

O Ano de 2011 será o ANO EUROPEU DO VOLUNTARIADO. Seria uma boa iniciativa dinamizar a Liga dos Amigos do nosso Hospital para se juntar a todas as outras instituições, que no nosso Concelho trabalham para que a nossa sociedade seja mais justa e mais fraterna.

 

Valongo, 25 de Novembro de 2010

 

Afonso Lobão

Vereador

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Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, senhores Munícipes


Passou já um ano deste novo mandato. Um novo mandato que já se percebeu continuará a ser marcado pelo marasmo, a estagnação e pela ruptura financeira a que o Município de Valongo chegou. Aliás, estamos certos, que as Contas da Câmara que hoje, estão como é público descontroladas, marcarão pela negativa e serão sem dúvida nenhuma a sombra deste e dos próximos mandatos.


A grave situação financeira da Câmara não constitui para nós uma novidade. Não, e em tempo oportuno denunciamo-la. Ela tem como causas o descontrolo orçamental, a completa ausência de planeamento económico-financeiro e investimentos muito superiores às reais capacidades da Câmara.


Acontece que acreditamos que as sugestões, propostas e alertas feitas nomeadamente, aquando da aprovação da nova tabela de taxas, das contas de gerência e em outras intervenções que ao longo do ano aqui fomos deixando, no sentido de moralizar e alterar a situação caíram em saco roto, o mesmo é dizer, não foram tidas em conta.

Viabilizamos, com a nossa abstenção um orçamento que era o 1ºdeste mandato. Sim é verdade, mas basta olhar e reler a nossa declaração de voto e as recomendações que ali são deixadas, para se perceber a nossa desconfiança em relação às virtualidades de tal documento.

Ora passado um ano nada foi feito, e apesar, dos autarcas do Partido que hoje é responsável pela gestão da Câmara ter sido dotado dos instrumentos necessários (competências e vereadores a tempo inteiro), para um bom desempenho, a verdade é que a situação não se alterou, antes se agravou, e hoje, a Câmara Municipal de Valongo está na falência, incapaz de solver compromissos, de cumprir as promessas eleitorais e colocando em risco postos de trabalho dos colaboradores da própria Câmara.


Ao fim de um ano a grande novidade que a gestão do PSD nos apresenta é um desequilíbrio financeiro conjuntural GRAVE, não tendo a Câmara condições para pagar as suas dívidas de curto prazo que atingem o montante de 30 milhões de Euros.


Não contem connosco para dar assentimento a este tipo de gestão. Não contem connosco para aumentar o IMI e outras taxas camarárias, que vão penalizar ainda mais, os cidadãos, as famílias e as empresas do concelho, por razões que têm a ver e só, com a falta de planeamento e o descontrolo orçamental da exclusiva responsabilidade de quem gere os destinos de Valongo há muitos anos.


Não contem connosco para viabilizar propostas que a serem levadas à prática reduzirão a qualidade de vida dos nossos concidadãos sejam elas crianças, jovens ou idosos. A Câmara Municipal não pode, não deve contribuir para acentuar as dificuldades de quem já hoje vive situações de grave carência.

O País vive uma situação difícil e os cortes orçamentais, são altamente penalizadores para todos. As transferências da Administração Central para as autarquias locais, Valongo incluído, serão diminuídas, o que vai tornar ainda mais difícil recuperar dos erros cometidos num passado recente.


O referido descontrolo das contas, já hipotecou as futuras receitas da Câmara por muitos e muitos anos.


Os Vereadores do PS na Câmara continuarão a apostar numa postura séria e responsável, mas que será de tolerância zero em relação à negligência, à má utilização dos dinheiros públicos, aos actos de má gestão e à falta de iniciativa da actual maioria que governa a nossa câmara que, por este andar verá os empresários do concelho apreensivos e o movimento associativo desmotivado.

 

Senhor Presidente

Senhoras e Senhores vereadores


O movimento de contestação ao pagamento de taxa de portagem nas chamadas “Scutts” tem agitado a opinião pública tentando demonstrar a injustiça da medida e mesmo a forma de aplicação da mesma.


Houve um tempo para o debate sobre a razoabilidade da decisão. Não foi uma decisão pacífica, mas ela aí está. Hoje, atendendo à situação do País e à grave situação financeira que vivemos o que devemos discutir, na minha humilde opinião, é a forma algo “trapalhona” como a medida foi implantada em vias do nosso concelho e que traz revoltadas as populações de Alfena e de todos aqueles que residindo próximo da A41, utilizam esta via para acesso à A3 nas deslocações para o Norte e para o Sul do País.


Ora, estes residentes são obrigados a pagar logo à saída de casa taxa de portagem para percorrer cerca de 1 (um) km para aceder à auto-estrada atrás referida.


Acresce que na zona está também instalada uma zona empresarial que importa dinamizar e a medida agora tomada vai penalizar o mundo das empresas que no nosso concelho vêem nas acessibilidades uma mais-valia para aqui se instalarem.

Este é um problema que deve merecer a nossa atenção. Em devido tempo votamos aqui no Executivo por unanimidade uma moção dando conta da posição da câmara sobre este tema. Mas hoje é preciso fazer qualquer coisa mais, para demonstrar a injustiça de tal decisão. E isso passa por quem decide.


Assim sendo, eu queria em nome dos vereadores do PS disponibilizarmo-nos para as diligências que entenda a Câmara como necessárias para, dentro do quadro legal, alterar esta situação que é como quem diz: mudar a localização do pórtico à saída de Alfena.

Esta é uma situação que nos deve mobilizar a todos, independentemente das cores partidárias aqui representadas. E sobre este assunto nós dizemos presente.


Valongo, 10 de Novembro 2010

 

Afonso Lobão

Vereador

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Vereador PS de Valongo quer sensibilizar Governo contra pórtico na A41

Contra a colocação do pórtico de portagem da A41, em Alfena, Valongo, o vereador socialista Afonso Lobão solicitou uma reunião ao secretário de Estado das Obras Públicas, na qual quer que participem todos os partidos representados na câmara.

 

No dia em que um protesto “surpresa” decorre em Alfena, Valongo, contra a colocação do pórtico para pagamento de portagens na A41, em declarações à Agência Lusa, Afonso Lobão considerou que esta instalação é um erro.

 

“Na última reunião pública da câmara referi que era um erro a instalação daquele pórtico naquele local porque os residentes em Alfena tinham logo que pagar uma portagem para sair de casa”, afirmou, acrescentando que esta colocação é também “injusta” já que se paga para “percorrer menos de um quilómetro para aceder à A3”.

 

Segundo o candidato pelo PS às últimas eleições autárquicas em Valongo, “o pórtico situa-se à saída de uma zona empresarial em Alfena/Ermesinde que importa dinamizar” e uma das mais valias que o concelho tem são as suas acessibilidades que contribuem para incentivos para a instalação de empresas.

 

“As portagens podem vir a dissuadir os investidores a fixarem-se naquela zona”, alertou.

 

Afonso Lobão disse à Lusa que, na reunião de câmara na quarta feria, mostrou-se “solidário” com a autarquia e com os residentes para, junto do Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, mostrar “o erro e a injustiça” que representa a colocação do pórtico em Alfena para pagamento de portagem.

 

O vereador do PS já solicitou uma audiência com Paulo Campos onde pretende que participem os representantes de todos os partidos com assento na câmara.

 

“É necessário despartidarizar um situação que preocupa e que onera as pessoas que hoje em dia já passam dificuldades”, considerou.

No dia 15 de Outubro, as ex SCUT A41/A42, A28 e A29 passaram a ser portajadas.

 

(Destak/Lusa | destak@destak.pt)

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